Favela é isso aí

Artistas

MC FAEL
MC FAEL

MC FAEL
Morador do “Conjunto Granja de Freitas”, na zona leste de Belo Horizonte, Paulo Rafael Teixeira Lopes, 28 anos, mais conhecido como “MC Fael”, é cantor e compositor. Há oito anos se identificou com o funk, e atualmente é um dos principais representantes do estilo consciente, em Belo Horizonte. Iniciou sua carreira como dançarino em alguns bailes até começar a vida como MC.
Produziu diversas músicas e videoclipes, tendo como destaque a música “Motivos pra sorrir”. Gravou, também, juntamente com MC Dodô “Permanecerei com fé”, e com “Mc Digão” e “Ryan”, a música “Para os menores”. Os temas retratam o cotidiano de suas comunidades.
Fael acaba de lançar um CD com cinco músicas inéditas, produzidas no Estúdio Comunitário Favela é Isso Aí. Hoje Fael ganha à vida se apresentando nas casas de shows espalhadas pela região metropolitana e em bailes comunitários, além de se dedicar à formação cultural dos jovens da comunidade Granja de Freitas com a Oficina de Funk.
Contato: (31) 8514-1699


MC Dodô
MC Dodô

MC DODÔ
Daniel Lopes Teixeira, 27 anos, conhecido como “Mc Dodô”, é morador da comunidade do Alto Vera Cruz. É compositor e há mais de 10 anos canta o chamado “funk consciente”. Iniciou sua carreira na área artística dançando em bailes black da cidade.
Com o gosto e a vontade de expressar os sentimentos e dramas vividos junto a seus companheiros nas periferias e favelas, começou a compor e cantar. Hoje, é uma referência no “funk consciente”, estilo que busca expressar de maneira crítica a vida na favela. Faz apresentações em várias cidades mineiras e outros estados brasileiros.
Mc Dodô gravou vários sucessos com o produtor e DJ Joseph. Dentre suas músicas de grandes sucessos estão: “Bomba Explode na Cabeça”, “Fé na Vitória”, “Tocou na Ferida”, “Nosso Bonde é uma Rocha” e a melody “Se a Morte nos Separar”. Gravou músicas com vários parceiros como “Mc Fael”, seu irmão, “Mc Tom” e “Mc Yuri BH”, entre outros.
As músicas produzidas possuem vários vídeos, feitos por ele e seus parceiros, ou por fãs, os quais se identificam com o batidão e as letras. Vídeos como “Tocou na Ferida”, gravado em 2010, podem ser vistos no sítio youtube.com, onde o marcador de visitas costuma ultrapassar a casa dos milhões de exibições.
Contato: (31) 8801-3852/7818-1926/ Nextel ID: 83*4258


Junior Eduardo
Junior Eduardo

Redescobrindo a vida com o Mosaico
Junior Eduardo Ferreira, conhecido como Eduardo na comunidade, é educador cultural, tem 28 anos e há três desenvolve o trabalho com mosaico. Utiliza a residência, onde mora com os pais, como seu ateliê. Suas obras estão espalhadas pelas casas e comércios do Conjunto.
Começou o ofício através da oficina ministrada pela artista plástica Dulce Couto, no projeto “Rosário de todas as cores”, durante a reforma da Capela Nossa Senhora do Rosário, no próprio Conjunto.
A igreja foi um abrigo para os moradores, na ocasião das lutas pela conquista das terras e formação do conjunto, e até meados de 2008 era ainda uma capela revestida apenas de tijolos nus. Através do Centro de Referencia de Assistência Social Paulo VI (CRAS Paulo VI), foi realizado o projeto “Rosário de Todas as Cores”, com oficinas de reflexão e convivência com os moradores da comunidade, que posteriormente foi lançado em livro.
Uma das propostas do projeto era a arte como ação coletiva, para um caminho de desenvolvimento de habilidades artísticas de convivência comunitária. Através de oficina de mosaico, utilizando pedaços de azulejos, os participantes conseguiram redimensionar com beleza a arquitetura da igreja. Criaram lindos painéis internos no altar da igreja, as estações dos passos da via sacra de Crista, e adornos e decorações no revestimento externo da capela.
Alguns dos artistas participantes do trabalho continuam envolvidos com o mosaico, caso de Junior Eduardo. No início achava que “não ia dar resultado”, mas no decorrer da oficina foi criando gosto, chegando a ficar até de madrugada fazendo trabalhos em casa. Após reconhecer a importância da nova experiência, batalhou para aperfeiçoar as técnicas do mosaico. Criou tanta feição que hoje ministra oficinas para jovens e adolescentes, repassando o ofício aprendido, com aulas todos os sábados no programa Escola Aberta.
Na oficina os aprendizes trabalham com quadros, e não com a aplicação direta na parede, como é habitual ver esse tipo de arte, pois ainda carecem de experiência. Conta que com o tempo foi aprendendo a diferenciar quem quer e quem não quer participar. Para o artista, a maior dificuldade é em viabilizar a compra de materiais e ferramentas para desenvolver as oficinas.
Contatos: Junior Eduardo 8731-4050 (pai, Sr. José Domingo) e 8618-9284 (irmã, Geisa)

Eduardo


Maria Aparecida de Lima Campos
Maria Aparecida de Lima Campos


“Cida Amiga”: gosto pela partilha do saber
Maria Aparecida é conhecida como Cida Amiga na Escola Estadual Neidson Rodrigues. Cida do Cloro, do crochê, do doce, e por ai vai, devido à multiplicidade de afazeres que desenvolve. O que não falta são maneiras para reinventar o dia-a-dia. Durante a semana, à tarde e à noite, trabalha na Escola Estadual como auxiliar de serviços gerais. Durante o fim de semana ministra oficinas de artesanato para o programa Escola Aberta, na Escola Municipal Sobral Pinto.
Cida, que mora no Conjunto há 15 anos, conta que conhece muitos moradores, pois vai de casa em casa para vender o trabalho desenvolvido e os outros produtos para seu sustento. Começou a trabalhar aos 13 anos, com vendas de bonecas artesanais, ainda em Montes Claros, sua cidade natal. Sempre gostou de artesanato e há cinco anos começou a desenvolver seus próprios trabalhos.
Possui um grande apreço em ensinar as artes artesanais, por isso adora dar oficinas e ensinar o ofício. Conta que em suas oficinas “tem crianças que não vão para casa nem para almoçar”. Seu maior sonho é ter uma loja, e já tem até nome: Cida Amiga. Para Cida, das ações desenvolvidas pelas pessoas “a melhor que temos é a cultura, a arte”.
Contatos: Maria Aparecida - 3437-7962

Cida Amiga