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Deusa do Funk
Deusa do Funk

Deusa do Funk: a rainha do ritmo carioca na capital mineira

Ela acredita que o Funk esteja na veia e quem a conhece acredita também! Não é por acaso que Deusani é conhecida como a Deusa do Funk.

“Há muito tempo atrás surgiu um movimento; e a cada dia que passava pouco a pouco ia crescendo; um ritmo moderno e muito maneiro; surgia assim o nosso funk no meu Rio de Janeiro”, diz a letra de MC Serginho. A letra é carioca, mas não estamos em Vigário Geral: a dona de casa Maria Deusani dos Anjos Brás, dançarina de funk há nove anos, mora no Conjunto Tirol, em BH. Ela é a Deusa do Funk.

Além de dançar, canta e compõe seu próprio repertório. “Tinha feito um CD ano retrasado, mas não foi produzido da maneira como eu queria. Agora estou reproduzindo, faixa por faixa”, conta. Deusani, que costuma dançar em festas comunitárias e ocasiões beneficentes, “só para animar a comunidade”, tem em seu currículo apresentações nas casas de shows Cocobongo, Mixhouse AFWK e também no interior do estado, em cidades como Raposos e João Monlevade. Ela diz que canta suas próprias músicas, mas também tem de aderir aos sucessos do funk, como os de Tati Quebra-Barraco, MC Cacau e MC Vanessa. Para continuar o trabalho, agora ela está em busca de patrocínio.

A sua história com o funk começou quando se casou com um carioca e foi morar no Rio. “Me envolvi com o funk... Creio que está em meu sangue”, revela. Como versatilidade é uma das principais características de Deusani, ela canta, dança, compõe e, além de tudo isso, borda. “Bordado é o meio que eu tenho de ganhar a vida: as portas de emprego não estão legais. Daí aproveito para bordar meu figurino de shows”, conta. Ela borda toalhas, em pontos de cruz e faz trabalhos com lantejoulas, fitas e miçangas. Além disso, também desfila em escolas de samba: “No carnaval deste ano, saí como rainha de bateria da Escola Grêmio Recreativo Cidade Jardim”, revela.

Ao falar em funk, a Deusa “bota pra quebrar”: “Não é porque é funk que tem que ter letra ruim. Além disso, o funk é muito importante para a comunidade: é uma música fácil e acessível de se tocar: é só ter a base e cantar”. De acordo com ela, o funk pode contribuir para o envolvimento da juventude com a arte. E manda bem: “Eu gostaria de deixar um recado a eles: o pequeno prazer da vida consiste em se expressar: cantar, dançar - nem tudo é dinheiro”, diz.

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