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Vila São Tomás
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Agnaldo César, Nem, um artista dos desenhos e quadrinhos
Agnaldo César, Nem, um artista dos desenhos e quadrinhos

Agnaldo César, Nem, um artista dos desenhos e quadrinhos
Agnaldo César de Jesus, 40 anos, conhecido como Nem, morador da vila São Tomás, conta que desde criança começou a desenhar e era aficionado pelo um universo dos quadrinhos.
Hoje trabalha com artesanato, pintura em telas, muros, telhas e gesso. Há cerca de seis anos começou desenhar quadrinhos, criando seus próprios personagens. Em 2008, junto com a “Nois Ki fais produção”, lançou a primeira edição da revista independente de quadrinhos “Fatal Riso”, que conta as aventuras do Vigilante Bof-Man, O Paladino da Justiça.
Os desenhos e argumentos são feitos por Agnaldo César, que também é o editor da revista. Seu parceiro, o desenhista Elvis Dias, também desenha e faz a direção gráfica. A revista tem como colaboradores Pablo Fernandes e Thiago Gomes O. Costa. Agnaldo, Elvis e Murica são os roteiristas das histórias.
O personagem principal da revista, o vigilante / herói / investigador “Bof-Man”, criado por Agnaldo Nem, é uma espécie de detetive investigador que é chamado para resolver e desvendar problemas e mistérios pelas ruas de “Brega Horizonte”. As estórias, na linha da comédia, fazem referências aos lugares e bairros de Belo Horizonte e região metropolitana, envolvendo casos e personagens da cultura e do imaginário popular, como por exemplo “A Loira do Bonfim” e outros.
A revista é lançada de forma independente, sem nenhum tipo de patrocínio ou lei de incentivo, exceto alguns poucos apoios de comerciantes da região norte, vila São Tomás e bairros vizinhos, que anunciam na contracapa. Agnaldo vende na comunidade, em sinais de trânsito, nas ruas da cidade e já vendeu até em banca de revista da região de Venda Nova. Como ele mesmo diz “vendo pelo mundão”. Agnaldo César e os artistas colaboradores da revista estão trabalhando num terceiro número para ser lançado em breve.
O artista avalia que falta apoio e reconhecimento pela arte dos quadrinhos no Brasil. Agnaldo não consegue viver da sua atividade artística e precisa trabalhar como auxiliar de serviços gerais no aeroporto da Pampulha para sobreviver. Já enviou suas tirinhas para cartunistas como “Son Salvador”, do Jornal Aqui, e “Duque” do Jornal Super, com a esperança de publicar seus trabalhos, mas não obteve retorno.
Atualmente Agnaldo está se reunindo com amigos e artistas da área de artesanato para criar uma marca, a “Bela Minas Artesanatos Mineiros”, que vai divulgar e vender os trabalhos dos artistas, realizando feiras de artesanato na comunidade.

E-mail: gnaldocnem@gmail.com Blog: fatalriso.blogspot.com.br

Telefone de Contato: Tel.: (31) 8700-7649

Bandas Maria Pretinha e Mary Bee
Bandas Maria Pretinha e Mary Bee

Bandas Maria Pretinha e Mary Bee
As irmãs Cinara Motta e Cíntia Motta, moradoras da Vila São Tomás, fundaram em 2000 a Banda Maria Pretinha, com a intenção de fazer covers do rock dos anos 70 e ser uma banda feminina, formada por mulheres cantoras e instrumentistas. Só depois convidaram um instrumentista do sexo masculino, um baterista.
No decorrer do tempo, o grupo foi amadurecendo, mudando o estilo compondo e cantando músicas próprias. Em 2006 a banda gravou um EP com quatro composições próprias, das duas cantoras e seus parceiros.
Maria Pretinha foi umas das bandas selecionadas na 1º edição do Projeto Vozes do Morro, em 2008, realizado pelo SERVAS e Governo do Estado de Minas. A música escolhida foi “Mané Money”, gravada na coletânea do projeto juntamente com outros artistas das comunidades de Belo Horizonte e região metropolitana. Segundo Cinara, “a participação do grupo no projeto trouxe um retorno interessante para a banda em relação à mídia”, pois além do disco houve um show de encerramento na casa de shows “Free Gells’”, e a gravação de um videoclipe que foi muito veiculado na televisão, Rede Minas e Rede Globo. Com o projeto, Maria Pretinha chegou a participar de vários festivais de musica do estado de Minas Gerais.
Hoje o grupo tem nova formação: quatro mulheres e um homem, baterista, contratado como freelance. Na formação principal estão Cíntia Motta (baixista e cantora), Cinara Motta (guitarrista), Fernanda Paula (cantora), e Cristina Campos (backing vocal). O grupo se apresenta em bares e festas particulares, com seu repertório dedicado ao rock dos anos 70.
Há nove anos as integrantes da banda desenvolvem trabalhos sociais na creche São Tomás de Aquino, com aulas de canto, voz, percussão e flauta. O trabalho social é feito pelo projeto “Projeto Fórum de Desenvolvimento Humano” fundado pela produtora da banda, Cilene Motta, localizado na vila São Tomás. As oficinas são realizadas pelo Núcleo Artístico Maria Pretinha - NAMP, com oficinas artísticas diversas para crianças e jovens da comunidade, além de cursos de informática.
Devido ao trabalho autoral de composições próprias, as irmãs Cinara e Cintia sentiram a necessidade de fundar outra banda, com um repertório estilo “retrô” e influências do rock. A banda Mary Bee foi formada em 2009, com Cíntia Motta no baixo e vocal, Cinara Motta na guitarra, Vinicius Ribeiro na percussão, Danilo Temponi na bateria, Renato Soares como cantor e violonista e Alexandre da Mata na guitarra, arranjos e produção musical. A produção da banda é feita em família por Cilene Motta.
A banda já participou na abertura de shows da banda carioca O Rappa, na turnê de 2009, em cidades do interior de Minas Gerais, além de se apresentar diversas cidades de Minas e eventos em Belo Horizonte.
Em 2010 o grupo lançou o CD “O silêncio vai dizer”, com 12 músicas próprias, entre elas a regravação de “Mané Money”. A música de trabalho é “Tudo Acabou”.

Contato:
Myspace: www.myspace.com/mariapretinha
Blog: bandamarybeeblogspot.com.br

Cilene Ribeiro Motta

Telefone de Contato: (31) 8783-2171

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