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Seminário Identidade e Diversidade cultural nas periferias urbanas

DIA 19/11, sábado, de 9 às 17 hs

Local: Sesc Palladium

 

Pretende-se debater a respeito das periferias brasileiras e sua diversidade – não apenas cultural, mas física, social, espacial, simbólica, econômica, etc.

Para tanto, serão convidados alguns dos autores dos livros lançados pela Série Prosa e Poesia no Morro, bem como artistas das comunidades, realizadores audiovisuais e participantes dos eventos, shows e exposições apresentados ao longo dos três meses da Mostra.

 

PROGRAMAÇÃO

Mesa 1 – de 9 às 12:30 horas

Fluxos e refluxos da cultura nas periferias

Contexto:

No ano de 2004 foi lançado o Guia cultural das vilas e favelas de Belo Horizonte, projeto pioneiro no país que visitou as 232 favelas da capital mineira e cadastrou, àquela época, cerca de 7.000 artistas envolvidos com a produção cultural. Nos anos subsequentes, o Guia foi aprofundado e atualizado pela ONG Favela é Isso Aí, apontando que a produção cultural das periferias era talvez duas vezes maior, não somente em número de envolvidos como também em diversidade, qualidade e dinamismo.

Entretanto, as dificuldades para manter e realizar as produções culturais têm-se mantido, registrando-se, conforme relatos de artistas e grupos das favelas e das periferias metropolitanas, o fim de várias manifestações culturais e até mesmo a desaceleração da atividade artística.

Neste contexto, a proposta da mesa é discutir a atual situação de artistas e grupos culturais das favelas e periferias metropolitanas, buscando entender os movimentos de expansão ou retração deste setor, suas conquistas e retrocessos.

Questões principais: A quantas anda a produção cultural nas periferias urbanas? Tem havido incremento ou retração das manifestações culturais? Como os artistas e grupos têm-se mantido e garantido recursos para realizar suas produções? Quais são as principais necessidades e dificuldades enfrentadas?

Mediadora: Clarice Libânio – Favela é Isso Aí

 

Expositores:

Scheylla Santana Bacellar – Dançarina, educadora social e moradora do Aglomerado da Serra

Cristiano P. Silva (Cristiano Rato) – Polos de Cidadania | Cidade e Alteridade (UFMG)

Francislei Henrique (Dj Francis) – Presidente Nacional da CUFA – Central Única das Favelas

Viviane Coelho Moreira – Fórum das juventudes da Grande BH / Bim Oyoko – Coletivo Nosso Sarau

César Gilcevi – poeta, compositor e produtor cultural lotado na Fundação Municipal de Cultura

 

 

Mesa 2 – de 13:30 às 17 hs

Favelas e ocupações urbanas na RMBH – sobrevivência e resistência

Contexto:

No Brasil, ainda na década de 1980, os moradores das favelas conquistaram, através dos movimentos sociais e com o apoio dos setores progressistas da igreja católica, o direito histórico da garantia de permanência e moradia nas favelas, fortalecido pela aprovação do Estatuto da Cidade, nos anos 2000, e pelo conceito de função social da terra urbana.

Entretanto, nas três últimas décadas têm-se visto um movimento pendular, que oscila entre as políticas remocionistas – que pretendem retirar as famílias das favelas e as enviar para as periferias metropolitanas – e as políticas integracionistas – que pretendem realizar melhorias urbanas nas favelas, garantindo a permanência dos moradores no mesmo local. Especialmente nos últimos 10 anos, as políticas remocionistas têm se sobressaído, no contexto da cidade empreendedora, onde o protagonismo urbano tem como arma e discurso o embelezamento das cidades, a higienização e a modernização como garantias de competitividade e atração de investimentos. No país marcado pela desigualdade e por recentes retrocessos sociais e políticos, megaeventos como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 reforçaram ainda mais a aliança do Estado com o mercado. Estes se unem e usam a remoção de famílias para implantação de grandes obras públicas, tendo como consequências o agravamento da segregação socioespacial, da gentrificação e uma série de impactos de ordem social, urbana e econômica.

A negação dos direitos dos moradores das regiões metropolitanas à moradia tem também tido como resultado o surgimento de novas ocupações urbanas, que têm sido constantemente ameaçadas com o despejo e a violência, desconsiderados quaisquer parâmetros sociais e mesmo legais no enfrentamento do déficit habitacional. Apoiados por diversos atores coletivos – como movimentos sociais, entidades de direitos humanos, grupos de pesquisas de universidades-, estes moradores autoconstroem suas casas e espaços comuns em áreas vazias, abandonadas e/ou subutilizadas, com o intuito de lhes garantir o direito à moradia e à cidade.

Dado o exposto, propõe-se discutir a situação atual dos movimentos sociais nas favelas, periferias metropolitanas e ocupações urbanas, suas dificuldades, fragilidades, formas de organização, principais desafios e conquistas.

Questões principais: Como têm se organizado os movimentos sociais nas favelas, periferias e ocupações urbanas? Quais os principais desafios e conquistas na área da ampliação dos direitos e na construção da participação cidadã, emancipação e efetiva influência na tomada de decisões e nas políticas públicas? Os movimentos têm conseguido criar novos espaços de cidadania insurgente? Em que medida e através de que meios?

Mediadora: Denise Morado – Arquiteta, professora da Escola de Arquitetura e Coordenadora do grupo PRAXIS /EA-UFMG

 

Expositores:

Tiago Castelo Branco Lourenço – Arquiteto Sem Fronteiras, Escritório de Integração Pucminas, Professor de Arquitetura e Urbanismo Pucminas e UFMG

Jobert de Paula – Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas – MLB -MG

Mary Francisca Guimarães – Mestre em Educação, Professora, Co-fundadora do Grupo História em Construção – Vila das Antenas – Morro das Pedras

André Luiz Freitas Dias – Coordenador do Programa Polos de Cidadania e do Programa Cidade e Alteridade – Faculdade de Direito da UFMG

 

 

Pré-inscrição no link

https://goo.gl/forms/dhBbrsAXLh8JKKzF3

 

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