Mostra Hip-hop Gerais promove curso gratuito de capacitação para artistas da área do hip-hop

Segunda etapa do projeto chega às cidades participantes com o curso de Imersão em Gestão e Produção Cultural. A inscrição é gratuita e tem início no dia 4 de março.

Turma da edição 2023 em ação de formação e intercâmbio em Belo Horizonte.

A Mostra Hip-hop Gerais – iniciativa que busca reconhecer e impulsionar o hip-hop mineiro em seus territórios – inicia a segunda etapa do projeto, que consiste na oferta de capacitação gratuita para os artistas-solo, grupos e coletivos que atuam nas várias vertentes do hip-hop.

Esta edição contempla as cidades de Juiz de Fora, Montes Claros, Teófilo Otoni e Uberlândia, com a proposta de reconhecer a diversidade de expressões do movimento e de contribuir para a construção de uma rede cultural mais forte, descentralizada e conectada aos territórios.

Com inscrições já abertas, o curso Imersão em Gestão e Produção Cultural é composto por seis módulos. Os interessados em participar precisam preencher o formulário disponível no link e no Instagram @favelaeissoai, entre os dias 4 e 20 de março

A segunda etapa da Mostra Hip-hop Gerais tem como objetivo fortalecer artistas do hip-hop e produtores culturais dos territórios contemplados, promovendo a profissionalização, o acesso a oportunidades e a ampliação da visibilidade da cena local. “Para crescer na cena, é preciso profissionalizar. A proposta é oferecer aos artistas e demais agentes da cena hip-hop condições de sustentabilidade dentro da atividade artística”, explica Clarice Libânio, coordenadora do projeto.

A Mostra Hip-hop Gerais é realizada pela Mostra da Diversidade Cultural – Imagens da Cultura Popular, projeto da Ong Favela é Isso Aí, que há 15 anos atua na valorização e difusão das produções culturais periféricas do estado.

Clarice Libânio ressalta que a Mostra Hip-hop Gerais fortalece a cultura hip-hop existente fora das capitais e reafirma a potência da cultura urbana no estado. “A força criativa do hip-hop pulsa nas periferias, praças, coletivos e espaços culturais das cidades mineiras. E criar essa rede entre cidades do interior amplia repertórios e parcerias, gera trocas, visibilidade e reconhecimento. É um movimento para fortalecer quem já faz o hip-hop acontecer e também criar novos espaços e oportunidades para quem está chegando. ”

Ao longo de todo o ano, serão desenvolvidas três grandes etapas: mapeamento de artistas e grupos em cada cidade, com o lançamento do Mapa do Hip-hop; ciclos formativos para profissionalização do setor, com o curso Imersão em Gestão e Produção Cultural e as oficinas de Imersão Artística; além de mostras artísticas e culturais, que celebram a produção em cada cidade participante. O encerramento do projeto acontece no segundo semestre de 2026, em Belo Horizonte, com um intercâmbio que reunirá artistas do hip-hop das quatro cidades – Juiz de Fora, Montes Claros, Teófilo Otoni e Uberlândia –, promovendo trocas, visibilidade e celebração da diversidade das expressões do hip-hop em Minas Gerais. “O mapa reconhece, a formação estrutura e as mostras celebram”, comenta Clarice Libânio.

Curso Imersão em Gestão e Produção Cultural

A capacitação será estruturada em formato de imersões, que são encontros técnicos que diferem dos cursos tradicionais, onde existe uma relação dialógica e dialogada entre o profissional que orienta o grupo e os participantes. “Desta forma, o que se pretende é repassar conhecimentos e ferramentas práticas para que os participantes possam melhorar sua atuação e alcançar resultados positivos em seu campo de atuação, profissionalizando o seu modo fazer e atuar na cena hip-hop”, explica Clarice Libânio.

“A formação é uma oportunidade que os agentes culturais do Hip-Hop terão para qualificar, trocar e refletir sobre o fazer artístico. É um momento impar para dialogarmos sobre a profissionalização e oportunidades para a nossa cultura periférica”, comenta Negro F., design, artista e mestre na cultura Hip-Hop com mais de 30 anos de atuação, e um dos professores do curso.

As imersões contam com módulos que se dividem entre aulas presenciais (5 horas), on-line (5 horas) e atividades externas (2 horas), em cada uma das cidades participantes. A Imersão em Gestão e Produção Cultural possui 60 horas/aula e abrange seis módulos: 1. Elaboração de Projetos Culturais; 2. Plano de Negócios; 3. Captação de Recursos e Mecanismos de Fomento; 4. Gestão de Projetos e Prestação de Contas; 5. Produção de Eventos; e 6. Comunicação para Grupos Culturais. Durante cada módulo, os participantes vão estruturar um projeto voltado à realidade do seu território. “Destaca-se que todos os módulos têm uma característica prática, ou seja, ao final de cada um deles, os alunos terão a oportunidade de exercitar os conteúdos repassados pelos professores e sair com o esboço de um projeto, que poderá ser aplicado na sua prática como artista do hip-hop”, sublinha Clarice Libânio. [1] 

Além da Imersão em Gestão e Produção Cultural, será ofertada a formação Imersões Artísticas, com três oficinas independentes: 1. Grafitti como tecnologia social; 2. Corpo em movimento; e 3. Rap e Beats.

As inscrições para o primeiro curso – Imersão em Gestão e Produção Cultural – acontecem entre os dias 4 e 20 de março. Os interessados em participar precisam preencher o formulário disponível no link e no Instagram @favelaeissoai. Os pré-requisitos incluem ser morador e atuar em uma das quatro cidades participantes, como artista ou produtor nas áreas relacionadas aos elementos do hip-hop. Caso o número de inscritos na formação ultrapasse o total de vagas disponíveis, terão prioridade aqueles que tenham realizado cadastro no Mapa do Hip-hop, por meio do formulário, disponível também no Instagram do @favelaeissoai.

Os alunos poderão se inscrever em uma ou mais imersões e receberão certificadomediante frequência mínima de 75%. Os resultados das inscrições serão divulgados no dia 23 de março e as aulas terão início no dia 24/03, seguindo até o mês de julho.

Os participantes que concluírem as formações poderão se inscrever na mostra final de suas cidades, que acontecerá em setembro.

Mapa do Hip-hop

O projeto teve início em fevereiro deste ano com a criação do Mapa Hip-Hop, que registra os artistas e grupos de hip-hop de Minas Gerais. Iniciando pelas cidades de Juiz de Fora, Montes Claros, Teófilo Otoni e Uberlândia, o cadastro é voltado para todos os agentes da cultura hip-hop e tem como objetivo reconhecer os artistas de cada território e documentar a cena local, em busca do fortalecimento do movimento.

Clarice Libânio ressalta que a criação do Mapa Hip-hop fortalece a cultura hip-hop existente fora das capitais e reafirma a potência da cultura urbana no estado. “O hip-hop em Minas é gigante. O mapeamento é uma ferramenta essencial para reconhecer talentos, documentar trajetórias e abrir caminhos para os artistas que fazem parte desse cenário, de forma descentralizada. Esse registro irá possibilitar o entendimento sobre a cena no interior de Minas, contribuindo para ampliar oportunidades, fortalecer políticas culturais, estimular a profissionalização e criar redes entre artistas de diferentes regiões. ” Negro F sublinha que “quem não é visto não é lembrado”. “O mapeamento é fundamental para que os artistas possam se organizar, se mostrar, trabalhar em rede e aproveitar as oportunidades. ”

O mapeamento segue com as inscrições abertas até o final do mês de março, por meio do formulário, disponível também no Instagram do @favelaeissoai.

Favela é Isso Aí

A entidade foi criada em 2004 pela antropóloga Clarice Libânio, a partir do lançamento do Guia Cultural das Vilas e Favelas de Belo Horizonte, que contempla mais de 7 mil artistas mapeados, com a proposta de evidenciar o papel central da arte e da cultura no fortalecimento da articulação social e na ampliação dos direitos de cidadania nas periferias. Atualmente, desenvolve projetos de pesquisa, memória, formação, audiovisual e mostras culturais em diversas cidades de Minas Gerais e do Brasil, além de ações voltadas à geração de renda, visibilização e ampliação do acesso de artistas periféricos ao mercado cultural. O Favela é Isso Aí é reconhecido pelo Ministério da Cultura como Ponto de Cultura desde 2011 e também faz parte do Pontão de Cultura Minas é Muitas.

A Mostra Hip-hop Gerais tem produção e gestão do Favela é Isso Aí, em parceria com as prefeituras das cidades de Juiz de Fora, Montes Claros, Teófilo Otoni e Uberlândia. A realização é da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais e Governo de Minas, com patrocínio da Cemig, por meio da Lei de Incentivo à Cultura de Minas Gerais.

SERVIÇO

Mostra Hip-hop Gerais

Curso Imersão em Gestão e Produção Cultural

Período de inscrição: de 4 a 20 de março

Resultado: 23 de março

Aula inaugural: 24 de março

Link: (inserir)

Conteúdo das inserções

Imersão em Gestão e Produção Cultural (60h)

Curso gratuito

Inscrições de 4 a 20 de março

Link:  https://forms.gle/2fM4gDqYeMh65qUJA

Inscrições para o Mapa de Artistas e Grupos do Hip-Hop

Link: https://forms.gle/HsbFkbivVDHS3LJH6