O projeto

Favela É Isso Aí

A ONG – Organização Não Governamental Favela é Isso Aí é uma associação que surgiu como fruto do Guia Cultural de Vilas e Favelas, idealizado pela antropóloga Clarice Libânio e publicado em agosto de 2004. O Guia apontou que a arte nas vilas e favelas desempenha papel fundamental na elevação da auto-estima, inclusão social e combate à violência.

A organização foi criada com o objetivo de proporcionar a construção da cidadania a partir do apoio e divulgação das ações de arte e cultura da periferia.

A ONG tem também o intuito de contribuir para a redução da discriminação em relação aos moradores de vilas e favelas, promover geração de renda para as artistas, ajudar a prevenir e minimizar a violência, melhorar as condições do fazer artístico e acesso ao mercado cultural.

A importância da auto-estima e do reconhecimento

Uma das justificativas para a proliferação das manifestações culturais e artísticas fundamentais na periferia é o fato de serem fundamentais na criação de laços afetivos e no desenvolvimento de novas alternativas de socialização, participação e construção da cidadania, principalmente, para a juventude.

O aparecimento de grupos e artistas das comunidades na mídia tem se tornado fator de reprodução de condutas. Sendo assim, é possível perceber que reconhecer-se nos meios de comunicação a ser reconhecido pelo restante pelo restante da sociedade funciona como incentivo à continuidade da pratica da produção artística e permite ao artista ver que é possível ocupar um espaço para contar a sua história e mostrar o seu trabalho. Também por este motivo, a ONG Favela é Isso Aí investe na produção de matérias de divulgação e nas atividades junto à mídia.

Principais problemas e necessidades dos artistas da periferia

A falta de espaço para produzir, ensaiar, apresentar e comercializar o trabalho está entre as principais dificuldades encontradas pelos artistas das favelas. A ausência de patrimônio e condições materiais para gravação de CD’s, publicação de livros e para a materialização de produtos de forma geral é outra dificuldade.

Visibilidade e divulgação também fazem parte do quadro de necessidades dos grupos culturais da periferia, que reclamam dificuldade de acesso à mídia. Soma-se ao cenário de ausências, uma carência de intercâmbio e articulação que potencialize o trabalho conjunto.

Por fim, temos como entrave para produção e visibilidade das manifestações artísticas da periferia o preconceito contra os moradores de vilas e favelas, sustentado pelo estigma de que na periferia existe apenas violência e marginalidade.

Para contribuir nessa realidade: ações realizadas

Além da criação e manutenção deste site, que tem por objetivo estender as manifestações artísticas e culturais da periferia para o restante da sociedade, também são destaques nas atividades da entidade a produção de documentários e videoclipes para os artistas das favelas da capital.

Conheça a seguir cada um desses projetos.

Banco da Memória e DATA Favela

Os trabalhos de pesquisa social e cultural são fundamentais no trabalho da entidade, desde sua fundação, com o Guia Cultural de Vilas e Favelas.

Como continuidade, foi criado o projeto Banco da Memória, que faz o registro das manifestações culturais nas favelas de Belo Horizonte, através de jovens bolsistas moradores das comunidades.

A realização de pesquisas por encomenda de terceiros, com foco na cultura e no perfil socioeconômico das comunidades ensejou a criação do DATA Favela, projeto que contribui para a sustentabilidade da entidade.

Favela Notícias

A Agência de Notícias Favela é Isso Aí vem atuando com sucesso na divulgação dos trabalhos artísticos das comunidades através da produção de jornal impresso bimestral; da divulgação de boletim eletrônico quinzenal; assessoria de imprensa para eventos e grupos culturais e envio de pautas para os principais veículos estaduais.

A agência de comunicação popular vem atuando com sucesso na divulgação dos trabalhos e conseguiu estabelecer uma nova relação entre a periferia e os veículos de comunicação, incentivando a cobertura de eventos culturais realizados por ou com os artistas das vilas e favelas. Hoje a ONG se tornou referência para a imprensa na busca de fontes para a cobertura cultural dos artistas da periferia.

Editora e Coleção Prosa e Poesia no Morro

Após o lançamento da Coleção Prosa e Poesia no Morro, a ONG Favela é Isso Aí se tornou uma editora especializada em lançamentos editoriais de moradores de vilas e favelas. Entre as edições estão livros de bolso alguns dos autores do prosa e poesia; livro sobre a economia popular urbana; atualizações do Guia Cultura e do Banco da Memória, publicações de pesquisas sobre design e moda na favela.

As pesquisas realizadas pela ONG deram origem também a uma coleção de cinco livros sobre a cultura das comunidades, intitulada “Prosa e Poesia no Morro”, lançada em julho de 2008. O Volume 01 – “Banco da Memória” – é uma atualização do Guia Cultural de Vilas e Favelas e conta em detalhes a história de 18 vilas e favelas de Belo Horizonte. O Volume 02 – “Receitas da Comunidade”, tem receitas culinárias de moradores e grupos de economia solidária das comunidades. O Volume 03 – “Produção Literária” é uma coletânea dos principais textos produzidos pelos artistas das favelas, escolhidos através de concurso público. O Volume 04 – “Ensaios” reúne artigos de profissionais ligados às áreas das ciências sociais, comunicação e ciências humanas. O Volume 5 é uma mostra de trabalhos artesanais, individuais e coletivos, produzidos nas vilas e favelas.

Núcleo de audiovisual

A partir da experiência acumulada nos últimos anos, na produção de documentários, a entidade estruturou um Núcleo de Audiovisual, que conta, entre outras ações, com a elaboração de vídeos para os artistas das favelas, com oficinas de desenho animado e documentário e com o Festival Imagens da Cultura Popular Urbana, voltado para filmes de todo o país que voltam seu olhar para as periferias e sua produção cultural.

Vendo ou troco

Projeto-piloto que pretende identificar e mapear o setor produtivo nas favelas e fortalecer os micro e pequenos negócios nas comunidades. O trabalho é realizado através da utilização das tecnologias da comunicação e informação e das premissas da economia popular solidária.

Estúdio Comunitário

A sede da ONG abriga um estúdio comunitário para gravação, distribuição e assessoria de artistas das vilas e favelas. Também no estúdio estão sendo produzidos os programas de rádio que são veiculados em parceria com a Rádio Inconfidência.

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