Santa Efigênia (Governador Valadares) População: 1

O processo de formação do bairro de Santa Efigênia ocorreu a partir dos meados do século XX, se intensificando na década de sessenta. Muitas pessoas vieram de lugares diversos, como Mantena, Santo Antônio do Porco e Serra da Corrêa.

O processo de formação do bairro de Santa Efigênia ocorreu a partir dos meados do século XX, se intensificando na década de sessenta. Muitas pessoas vieram de lugares diversos, como Mantena, Santo Antônio do Porco e Serra da Corrêa.

Atualmente acontecem problemas de definição das fronteiras do bairro. A área do Santa Efigênia às vezes se confunde com lugares atribuídos aos morros do Querosene, Carapina e Nossa Senhora das Graças.

Os moradores antigos contam que o terreno em que se localiza o bairro era da prefeitura. Muitas pessoas ocuparam os lotes por conta própria, outros chegaram a pedir a permissão da prefeitura. Segundo alguns moradores, a administração municipal também cedeu alguns lotes. Outras pessoas, sobretudo as que chegaram mais tarde, passaram a comprar lotes e residências já construídas.

No início da formação do bairro muitas casas eram de barreado, ou seja, construídas de barro. Outras eram feitas de madeira ruim, chamadas popularmente de “casqueiras”. Muitas casas ainda mantêm a sua estrutura original.

As pessoas levavam o material de construção, da região central e de outros bairros até o Santa Efigênia, nas costas. Alguns moradores conseguiam madeira de construção em uma serraria que ficava no bairro São Pedro. Nas casas não tinha gás e o fogão era de barro. Por isso, muitas pessoas buscavam lenha no bairro de Santa Helena.

Os moradores antigos contam que antes tudo era terra, não tinha calçamento. As ruas, onde existiam, eram enlameadas. A Rua Ibituruna, por exemplo, era coberta de barro e as pessoas escorregavam na lama. Os moradores tiveram que conviver com esta situação durante décadas.

A falta de escadarias também era um problema sério. O local é muito acidentado e, por isso, carecia urgentemente de melhorias. Quando as pessoas adoeciam era muito difícil a locomoção. Depois de muito tempo, foi construída uma escadinha de cimento que, segundo os moradores, apesar de mal feita, ajudou um pouco no cotidiano.

No início da formação do bairro também não existia água encanada. Com a implantação de alguns chafarizes a situação melhorou um pouco. No entanto, o abastecimento das latas de água era disputado, gerando conflitos nas filas para utilização dos chafarizes. Muitas pessoas buscavam água no morro do Carapina, sobretudo no chafariz do Zé Enfermeiro. Próximo à linha, também tinha um chafariz que era utilizado pelos moradores do bairro. As donas também costumavam lavar roupa no rio Doce, por falta de tanque e água em casa.

A energia elétrica também tardou a ser implantada. Quando chegou, ficou restrita à parte baixa do bairro, depois subiu até outros pontos, alcançando outros domicílios. Outro problema era a dificuldade em se conseguir os padrões de energia, muito caros para as famílias poderem custear.

Segundo moradores, o bairro antigamente era conhecido como Esgoto. Não existia o canal, as águas sujas desciam pela grota, a céu aberto. Tempos depois que foram construídos os canais do bairro, no entanto, eles ainda entopem, espalhando pelo bairro um cheiro bastante desagradável. De acordo com entrevistados, o fato do bairro ter recebido o apelido de Esgoto prejudicava bastante a imagem dos moradores. Antigamente o preconceito era maior, alguns moradores se sentiam constrangidos nas entrevistas de emprego ao mencionar o nome do bairro onde moravam.

Um problema que há muito tempo incomoda os moradores é a falta de responsabilidade de alguns que jogam lixo por entre as vias e nos canais. Estas atitudes entopem a rede e ajudam na proliferação de doenças, insetos e roedores.

Antigamente, o acesso ao sistema de saúde era muito precário, o que atualmente melhorou bastante. Segundo alguns moradores, o posto de saúde faz um bom trabalho. Além disso, têm direito a atendimento odontológico e a uma assistente social no posto. O SAMU é rápido e presta um bom serviço.

Durante muito tempo não existia igreja no bairro. O padre tinha que celebrar as missas em uma varanda. Tempos depois foi construída a Igreja que, por sinal, nomeia o bairro. Também existem algumas igrejas evangélicas no Santa Efigênia, apesar de serem mais recentes.

O sistema de transporte melhorou muito. Atualmente o ônibus sobe o morro, o que facilita bastante a vida dos moradores que precisam ir ao centro da cidade resolver problemas do dia-a-dia.

Na comunidade sempre existiram lideranças importantes. Padre Eulálio, Geraldo Tomás e Antônio do Armazém, por exemplo, foram grandes articuladores das melhorias. Os moradores também se reuniam para solicitar as benfeitorias. Às vezes ocorriam reuniões com os prefeitos e vereadores da cidade. Além disso, foi formado um grupo de 16 gestores, entre eles podemos citar a dona Lúcia, moradora do bairro há aproximadamente 50 anos.

Existe um centro social no bairro que é muito importante para os moradores, pois ajuda na resolução dos problemas cotidianos e participa de projetos ligados a várias faixas etárias. São oferecidas aulas de ginástica gratuitamente e acontecem também diversas atividades ligadas ao grupo da terceira idade. A enfermeira Beth é quem acompanha as atividades dos participantes, como festas à fantasia, quadrilha e produção de poesia.

Também existe uma creche que, de acordo com alguns moradores, precisa ser ampliada e passar por reformas. Os jovens participam de festas e de atividades esportivas na quadra e, quando há, participam de oficinas e projetos sociais.

Enfim, podemos dizer que a história do Santa Efigênia demonstra que as melhorias do bairro não se deram da noite para o dia. Foram décadas de mobilizações e reivindicações que levaram à resolução dos problemas que afetavam os primeiros moradores. O que fica é a sensação de que muito mais pode ser feito para o bairro, sobretudo a partir de propostas coletivistas, boas intenções e muito trabalho.

Calendário

Festa Mês Dia Local
Festa de Santa Efigênia Setembro Igreja Católica
Festa Junina / Julina Junho

Todas as comunidades

Dados demográficos

Informação indisponível.


Equipe

Coordenação de Pesquisa
Edmar Pereira da Cruz
Supervisora de Pesquisa
Amanda Dumont – Núcleo Cidade Futuro – Ponto de Cultura Beabá Audiovisual
Historiador
Juliano Almeida Nogueira
Bolsistas da comunidade
Patrick Junio Azevedo da Silva, Ludmara Costa Coelho, Tiago Da Penha Gomes, Áquila Daniely Fernandes Ramos


Entidades


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Santa Efigênia (Governador Valadares)
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Artistas

A pesquisa realizada pela equipe da ONG Favela é Isso Aí, em parceria com o Núcleo Cidade Futuro e correspondentes bolsistas da comunidade revelou que existem pelo menos oito artistas-solo e grupos culturais no bairro Santa Efigênia, que envolvem em suas atividades aproximadamente 29 pessoas. A maior parte da produção artística é na área da Música, somando quatro cadastros (50%). Em segundo lugar está a área do Artesanato com três cadastros (37,5%). Foi também cadastrado um artista/grupo cultural da área da Dança. As maiores necessidades relatadas são de recursos materiais e financeiros para produção do trabalho artístico, além de espaço para produzir, ensaiar, expor e/ou apresentar seu trabalho, ambas citadas por metade dos artistas entrevistados.

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